O Uso do Canabidiol no Tratamento da Epilepsia

O objetivo deste estudo consiste em reunir dados bibliográficos que descrevam o perfil terapêutico do canabidiol (CBD), o principal componente não psicoativo da planta Cannabis sativa (maconha), no tratamento dos transtornos psíquicos, em especial nas epilepsias refratárias. As informações coletadas para composição desta pesquisa provêm de artigos, revistas e livros datados no período de 1940 a 2015, tendo como base de dados SciELO, PubMed, Google Acadêmico e Associação Brasileira de Epilepsia.

Diversos estudos clínicos evidenciam os efeitos benéficos do CBD contra crises convulsivas, apresentando melhora total ou parcial na maioria dos pacientes analisados. Além disso, a utilização do canabinoide não manifestou relevantes efeitos adversos e tóxicos, e seu uso por tempo prolongado não produz tolerância, nem qualquer sinal de dependência ou abstinência. Entretanto, dados importantes como a descrição do perfil químico da droga e a definição minuciosa da farmacocinética ainda são escassos na literatura, o que tem impedido o desenvolvimento de novos medicamentos contendo o CBD.

É possível concluir que o CBD representa uma alternativa promissora para pacientes epilépticos que não apresentam resposta aos tratamentos disponíveis, uma vez que ele pode impedir a ocorrência de danos cerebrais e consequentemente modificar a história natural da doença.

Palavras-chave: Cannabis sativa; Canabinoides; Canabidiol; Epilepsia; Efeitos anticonvulsivantes.

Fonte: MATOS, Rafaella LA, et al. “O uso do canabidiol no tratamento da epilepsia.” Revista Virtual de Química 9.2 (2017): 786-814.

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